Jogando sem ver as cartas.

Um jeito diferente de treinar é jogar sem ver as cartas, ajuda a compreender melhor a dinâmica da mesa, a tendência dos adversários e também um bom treino para deixar o lado calling station para trás. Foi disso que falei no último game play, se liga só:

 

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Os três pilares de uma mão de Poker.

Quando aprendemos a jogar poker, a primeira coisa que nos ensinam é qual jogo ganha de qual e logo entendemos sem maiores dificuldades a força da nossa mão. Se não formos atrás de informações, estudos, artigos, vídeos etc. a chance de a gente passar muito tempo jogando para fazer jogo é muito grande. Mesmo assim ainda é normal ver pessoas durante um torneio selecionando se vão jogar uma mão ou não, baseadas somente em ‘sua força’, batendo no óbvio, sendo o AA a mais forte e o 72 de naipes diferentes uma das piores para entrar pré flop.

Além de todas as centenas de informações que devemos levar em conta durante uma mão de Poker, além da força da mão, há outras duas que podemos dizer que são até mais importantes que a força da mão. As duas informações, ou variáveis, no caso seriam os stacks envolvidos e também as posições envolvidas.

Não há um grau de precisão para qual variável é mais importante mas eu gosto de sempre pensar nessa ordem:

Stack > Posição > Cartas.

Stack coloco como a variável mais importante e o ideal seria o termo stack efetivo, que é o stack que ditará como a mão vai ser jogada. Pensando apenas em termos de quantas fichas temos quanto maior o nosso patrimônio, mais mão podemos jogar e até mesmo fora de posição. Podemos jogar mãos especulativas que a lucratividade depende do pós flop e de ferramentas como floating, chk-raise etc. podemos jogar alguns pares com a intenção de trincar, o famoso set value. Conforme nosso stack diminui também diminui as jogadas que podemos fazer, vamos ter que evitar ao máximo jogar fora de posição e as cartas que selecionamos para jogar, ou seja, o nosso range, sofre muitas alterações. Mãos especulativas deixam de ter seu valor e para alguns pares simplesmente acabou o pós flop, teremos que resolver a mão no pré flop.

Logo após o stack, coloco a nossa posição como a variável intermediária. Estar em posição significa ser o último a falar e ser o último a falar em um jogo de informações incompletas dá uma vantagem muito grande, seja para extrair valor de uma mão, seja para poder apostar com a intenção que nosso adversário folde. A maioria das mãos são resolvidas sem showdown, quem apostou, quem representou a melhor mão, levou. Quando no pré flop estamos no UTG temos que filtrar e muito nossa mão justamente por termos, provavelmente, mais 8 pessoas a falar. O mesmo para nosso range no small blind, uma vez que depois de virado o flop nunca estaremos em posição. Agora o que acontece com nosso range no botão? Graças a essa posição podemos deixá-lo mais amplo uma vez que teremos a vantagem da posição, a vantagem dos nossos adversários terem que dar uma informação primeiro que a gente.

Por fim sobra as cartas, aquilo que no começo a gente da mais atenção do que qualquer outra coisa, que quando o dealer começa a distribuir as cartas no começo a gente fica pensando “às… rei… ou dama…” como se nada mais importasse. A força da nossa mão é importante, não tem como negar, o AA que disse no começo vamos jogar independente da posição, o 72 raramente vamos jogar, também independente da posição.
Tirando o topo do range, aquelas 5% melhores mãos e o botton do range, aquelas que de tão ruins chega a doer os olhos quando filamos, todas as mãos vão passar pelo filtro de stack e posição. Um exemplo legal é quando estamos no big blind, estamos na pior posição possível, entramos no jogo de forma obrigatória (pagando o blind) mas se estamos na pior posição digamos que temos 100 big blinds e um jogador com apenas 3 blinds vai all in, a força da nossa mão vai interessar para pagarmos? Será o famoso call com any2. Agora em outra situação, temos apenas 13blinds e nosso adversário no small blind vai all in com seus 60blinds, a força da nossa mão voltou a ser importante na decisão do call ou não, não podemos simplesmente pagar com qualquer coisa.

Essas variáveis nunca podem ser negligenciadas, são muito importantes e devem ser estudas a risca para que qualquer outro fundamento futuro dê errado por causa de um fundamento primário. E assim aos poucos vamos dominando e adicionando outras variáveis quando vamos jogar uma mão… a nossa imagem, a imagem dos adversários, como os adversários vem a nossa imagem, a dinâmica da mesa, fase do torneio… e a toda a infinidade que ficaríamos até amanhã só citando!

Abraços,
Ban

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5 falhas para corrigir no jogo ao vivo

Quer mais algumas dicas para ir bem no jogo ao vivo? Separei esses pontos que sempre vejo as pessoas errando. Comecei com o “Modo Avião” que é uma das minhas brigas internas, por causa das mídias, fatos pessoais e até por uma certa culpa do online, essa é a minha maior dificuldade e onde mais tento trabalhar depois que já estou na mesa, no online estava acostumado com uma rotina de 16 mesas ao mesmo tempo, com uma mesa só no live fico disperso facilmente… mas vamos lá as dicas:

 

Modo Avião.
Assim que o torneio começar, desligue-se do mundo ao seu redor, estar atendo a tudo que acontece na mesa é fundamental para detectarmos os padrões de nossos adversários e sabermos o melhor modo de agir em cada situação. Repare que algumas pessoas ficam o tempo todo no celular, conversando com a mesa ao lado ou até mesmo lendo alguma coisa e só voltam a atenção para a mesa quando chegam novas cartas. Perceba quem está mais preocupado em acertar jogo e explore essa dinâmica, fazendo os foldar ou economizando algumas fichas.

Prepare-se para um longo dia.
Um torneio de Poker é uma verdadeira maratona, do dia inicial até a mesa final são muitas horas dedicadas ao Poker, praticamente sem descanso. Escolher o melhor dia 1 para se jogar, ter uma boa noite de sono e alimentação contam na hora de desempenhar um bom jogo e desempenhar toda a técnica que aprendemos nos estudos. Normalmente no começo do torneio ainda estamos com toda a adrenalina de jogar um grande evento, mas conforme o dia vai chegando ao final precisamos estar inteiros para aproveitar o melhor do late game.

Organize seu patrimônio.
O Poker online nos dá algumas regalias e facilidades, entre elas, basta olharmos para a tela para sabermos quantas fichas temos. Já no Poker ao vivo, precisamos organizar nossas pilhas de fichas para que tenhamos plena consciência de quanto temos além de o tempo todo reparar nas fichas de nossos adversários. É um excelente hábito entre uma mão e outra, enquanto o dealer embaralha, podemos fazer essa contabilidade para entrarmos na mão seguros da melhor jogada e não sermos surpreendidos por um jogador short stack por exemplo.

Evite missclick.
Sim, é possível dar o famoso missclick, que não é raro no online, também no jogo ao vivo. O Missclick é quando erramos na ação, temos a intenção de fazer algo mas fazemos algo diferente do desejado. Por exemplo, o ato de jogar apenas uma ficha significa ‘call’ e muitas vezes esquecendo disso é normal vermos muita gente ‘limpando’ sem querer. Para evitar esse erro e outros que possa vir, é importante lembrar da regra que diz que a ação anunciada tem o maior peso, ou seja, se você disse em alto e bom tom qual é a sua ação, seja ela, raise, call ou fold, e o valor, caso você se atrapalhe com as fichas ou com as cartas o dealer irá te auxiliar. Caso você não anuncie, a sua ação será interpretativa, podendo assim gerar ações que não queremos, seja por cansaço, falta de atenção ou até mesmo por ser marinheiro de primeira viagem no live.

Aprenda com seus oponentes.
Qualquer adversário no Poker pode nos ensinar alguma coisa, enquanto não estiver envolvido na mão, repare como jogam, no que estão falando, trace um perfil de seu oponente, entenda a sua linha de raciocínio. Por pior que um jogador seja, ele teve um pensamento por trás daquela jogada, entender esse pensamento nos fará jogar da melhor maneira possível contra ele quando estivermos envolvidos. Já quando estamos com bons jogadores na mesa, é mais um excelente motivo para tentar entender como e por que ele construiu a jogada daquela maneira. Atente-se a todos os detalhes, quem fez, por que fez, como fez, qual era a dinâmica da mesa. Junte algumas peças desse grande quebra cabeças que é uma mão de Poker e jogue melhor a próxima mão.

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Frases inofensivas na mesa

Na mesa de Poker, principalmente no jogo ao vivo, somos sobrecarregados com informações dos nossos adversários o tempo todo, essas informações e as dicas que ‘recebemos’ é o que chamamos de ‘tell’. Até por causa dos filmes, quando estamos dando os primeiros passos, imaginamos que o tell seja a pupila dilatar, o tremer ao pegar as fichas antes de apostar e outros clássicos que se formos buscar em toda a história ninguém ganhou uma mão vendo a pupila do outro dilatar. Deixado o glamour das pupilas de lado, existem verdadeiros tells que acontecem o tempo todo e às vezes não notamos e que realmente podem fazer a diferença.

Já que o que mais acontece na mesa depois de bater flop é a conversa que não para, separei alguns tells que vem de frases aparentemente inofensivas que as pessoas soltam na mesa.

“coloquei ele em 99”

Pode ser o 99 ou qualquer outra mão, quando pensamos em uma mão de Poker, estamos pensando em um range e um range nada mais é que uma gama de mãos, todas as mãos possíveis de ele ter naquela situação e será quase que impossível você chegar lá no river e saber exatamente a mão específica, na verdade terá algumas combinações de mãos e baseado nessas possibilidades tomará a decisão. É normal nos lives você subir uma mão do botão, todo mundo foldar e alguém virar e falar “ah sempre subindo esses parzinhos né?!” … wtf ?!?! … não posso ter um AX ?! KX ?! E se for um parzão?! Eu teria foldado ?! Tenho toda uma possibilidade de mãos para subir, então se alguém te enquadra em uma mão específica, e quanto mais perto for do pré flop, mais esquisito será… já pense que esse cara não pensa naquilo que é uma das primeiras coisas que aprendemos quando começamos a estudar, que é range.

“Ele foi all in rápido demais só pode ser…”

… ele só pode ter acertado, ou então, “rápido assim só pode ser blefe”. Quando você escuta alguém fazendo essa análise, na verdade a pessoa está contando como ela encara aquela situação, não importa se era valor ou blefe, o mais importante que você sabe como aquela pessoa pensa. Ela está olhando para a mesa, analisando uma situação – de uma maneira certa ou errada – e contando a conclusão para todos. Quando estiver em uma situação contra esse adversário, já saberá o que ele pensa e isso pode valer um grande pote.

“Ixi… virou bingo”

No último BSOP Sampa, estava discutindo justamente isso com um grande amigo, o NetinhoRj, sobre quando a estrutura aperta e as pessoas falam que o jogo virou bingo e que “acabou o Poker”.
Bom de fato, quantos mais blinds temos, mais jogabilidade, mas estarmos shorts não significa que o jogo acabou, sim, as decisões serão tomadas sempre pré flop, mas ainda teremos e muito o lado “pessoa” para analisar, saber qual o range que ela vai all in para determinarmos nosso range de call, saber o range de call para determinarmos o range de all in nosso. Se mesmo curtinho ainda temos um último bet para foldar com 11 blinds. E essa é toda a graça do jogo turbo, já que chegaremos nessa fase apertada do torneio mais rapidamente.
Se você esta habituado com torneios turbos, os ranges de push ou fold, quando chegar nessa fase mesmo que prefira toda a jogabilidade dos 100bbs, estará tranquilo, com a consciência que a variância do jogo decidido pré flop é maior.
Então quando escutar alguém reclamando disso é muito que provável que o mimimi venha de alguém que não esta acostumado com essa estrutura, irá cometer mais erros e pode ser um bom alvo a se explorar.

Três frases aparentemente inofensivas, agora imagina o quanto de coisa não se escuta na mesa que ajuda na hora de traçar o perfil ?! Isso vale para medirmos o que falamos também, por que com certeza, um jogador com bastante experiência em jogos ao vivo estará prestando atenção não só nos nossos showdowns, mas também como nos comportamos e o que contamos para a mesa do nosso jogo.

Abraços,
Ban

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Era do Gelo e o Poker

poker e filmes scrat nuts

 

Quem não lembra do Scrat – a maioria nem lembra o nome dele – que obcecado pela sua noz se metia em todo tipo de cilada?!

A primeira relação dele com o Poker é que nuts – noz ou castanha – é como é chamado o melhor jogo possível em uma determinada rodada, você pode flopar o nuts ou ter o nuts no river, para o termo isso independe.
Quando aprendemos as regras do Poker, talvez a primeira coisa que aprendemos antes mesmo de que temos que postar os blinds é qual carta ganha de qual, o que precisamos ter para “acertar” alguma coisa e logo ganhar a mão. Transformamos o jogo em um verdadeiro jogo de quem tem a melhor mão, de quem acerta mais ou mesmo quem faz o nuts mais vezes. O que faz com que igualzinho ao Scrat do filme,  a gente fique maluco sempre correndo atrás do nuts.

E quanto mais cedo aprendemos que o Poker não é um jogo de acertar, de buscar o nuts e sim de saber que o outro também não acerta nada, vamos buscar alternativas para ganhar a mão independente de quais cartas temos, vamos analisar como a jogada foi construída e concluir se há a possibilidade de fazer o adversário desistir da mão.

O nuts, ou uma mão muito boa, não mais se transforma na nossa meta. A nossa meta vira analisar pessoas e suas tendências. Aprendemos a perseguir a coisa correta!

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Dicas para O MicroMillions

MicroMillions

 

No dia 17 começou mais uma edição do Micro Millions do PokerStars. O Micro Millions é uma série de buyins baratos com grandes prêmios garantidos. É uma série perfeita para quem joga os limites mais baixos e quer ter um aperitivo do que é um SCOOP ou WCOOP.

Separei aqui algumas dicas que podem nos ajudar nesse caminho da alegria.

Tamanho do field.

Com o buyin baixo e o garantido lá em cima, é normal o field bater marcas astronômicas. O evento 02 que era um Progressive KO passou de 40 MIL entradas. Com isso, um torneio de Poker que já é normalmente uma prova de resistência, vira uma maratona. É preciso ter a calma e a paciência normais do early game, sem se afobar querendo ficar gigante logo mas aproveitando daqueles que cometem esse erro e ganhando fichas importantes. A estrutura costuma ser melhor que a maioria dos torneios regulares, então se tudo correr bem, chegaremos com um stack saudável quando o field começa a diminuir e entramos na reta final. Sendo uma série voltada para os jogadores de buyins mais baixos, é normal chegarmos no late game com jogadores que não estão acostumados com a pressão e começam a pensar mais no dinheiro do que fazer a jogada correta, podemos e devemos explorar esse leak.

Pense no rebuy.

Alguns eventos possuem rebuy e devemos pensar no torneio seguindo uma gestão de bankroll diferente, contando não só o buyin, mas o rebuy duplo, o addon e possíveis reentradas. É importante pensarmos assim por que um torneio que tem o buyin de 2,2 pode facilmente se transformar em um de $20, contanto as entradas e reentradas, então devemos pensar como um torneio de $20 e não de 2,2. Isso nos dará uma segurança de não ferirmos nosso bankroll e aproveitarmos o melhor sem riscos desnecessários.

Aproveite os torneios regulares.

Assim que começa qualquer série, todo mundo lembra dos torneios especiais. Mas uma vez que muito mais gente entra nesse período, o field dos demais torneios aumenta também. Os The Big e os The hot que já tem uma premiação boa, pagam melhor ainda. Colocar na reta os torneios ‘vermelhinhos’ pode ser uma boa chance de forra.

Aprenda os jogos paralelos.

Quase todos os dias tem uma modalidade na grade do Micro Millions que não estamos acostumados a jogar normalmente, seja o 2-7, o Stud, Badugi etc. Com o garantido lá em cima, esse pode ser um excelente motivo para conhecer as regras desses jogos ou aprimorar a técnica neles. Por serem jogos não tão populares o field é um pouco menor que os de Texas, aumenta a nossa chance de chegar em reta final.

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Rocky Balboa e o Poker #6

voltando pra casa - Poker _ Movie

Assistindo o primeiro filme do Rocky essa cena que parece que ele só está voltando para a casa me lembrar muito o que acontece com quem vira um jogador de Poker.
Caminhando para casa, Balboa golpeia o ar, anda no gingado de um lutador. Ou seja, até na hora em que não está no boxe, está respirando boxe.
Com um jogador de Poker não é diferente, as conversa entre amigos tem sempre uma mão para compartilhar, antes de dormir, o seriado da lugar para uma video aula e até mesmo uma viagem é pensada se vai ter algum torneio bom na região.

O Poker não será somente sua diversão ou sua profissão, será parte da sua vida, vendo em cada ocasião um “spot” para melhorar no jogo, como podemos ver em um filme algo similar com o jogo.

 

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Rocky Balboa e o Poker #5

no bar - Poker _ Movie

Em uma conversa com o dono do bar, Rocky mostra sua admiração por aquele que virá a ser seu adversário, o dono do bar em meio a chacotas desmotiva Rocky e deixa a entender que está seguro com o seu bar e não precisa de uma ‘chance’.
Estamos em 2016, o Poker não para de crescer, passa na tv, está cada vez mais comum nos encontros de família, mas por incrível que pareça, quando o assunto é jogar profissionalmente ainda há muita resistência e preconceito das pessoas. Encontrar pessoas que vão te desmotivar vai ser algo mais comum que você imagina, pessoas que falam que isso não é uma profissão ou um ‘esporte’ de verdade, pessoas que até consideram uma profissão válida mas irão falar dos riscos, que é melhor você ter um emprego de carteira assinada.
Ser jogador de Poker é ser o seu próprio chefe, ter sua rotina e seus horários, por isso a disciplina é muito importante. A realidade é que nós jogadores somos empreendedores, que estão cuidando do nosso próprio negócio e enquanto ele não ‘decolar’ a resistência de amigos e família será normal!

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Rocky Balboa e o Poker #4

esporte democratico - Poker _ Movie

Quanto Apolo Creed foi entrar para a sua luta contra Rocky, entrou todo pontoso, fantasiado de George Washington, transformando aquele começo de luta em uma verdadeira festa. No Poker já vimos algumas coisas parecidas, quem nunca viu um vídeo no youtube de Phil Hellmuth entrando vestido de Julio Caesar ?!
As coincidências param por ai, por que uma das belezas do Poker é justamente ser um esporte democrático, sendo um humano normal, você nunca poderá enfrentar um lutador profissional, jogar tênis contra Rafael Nadal ou dar o passe para um gol de Neymar. Já no Poker, além de não ter nenhuma distinção de sexo, cor, idade – bom você só precisa ser maior de 18 anos -, você sempre poderá em um torneio encontrar com um jogador de alto nível, aquele ídolo que antes só assistíamos na TV.

Online isso acontece com bastante frequência, até por que os profissionais jogam torneios mais baratos, no jogo ao vivo, provavelmente você terá que jogar um torneio de buyin mais elevado e fazer alguma viagem, mas nada é impossível. Você pode apostar contra Daniel Negreanu, tentar blefar Doyle Brunson e até mesmo puxar uns bons potes contra Phil Ivey.

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Rocky Balboa e o Poker #3

apanhar e levantar - Poker _ Movie

Quantos socos Rocky tomou durante a luta ?! Quantas vezes ele caiu e mesmo assim levantou ?!
Se você pretende jogar Poker profissionalmente, tome isso como algo que vai acontecer de maneira muito rotineira, principalmente se você vai jogar torneios. O seu dia praticamente se resumirá em cair de torneio e se registrar em outro, sempre levantando.

Pela essência do jogo é impossível ganhar todos os torneios, há muita gente, há aqueles que jogam melhores que nós e há a influência do baralho. Se jogarmos corretamente, vamos cravar torneios o suficiente para recuperar o investimento daqueles que caímos fora do dinheiro e ainda ter um bom lucro.
Entender a essência do jogo e a naturalidade disso, nos fará levantar mais facilmente, iremos ‘tiltar’ com menor frequência e teremos força para levantar quantas vezes forem preciso.
Por isso que também não devemos esquecer do correto gerenciamento do bankroll, ele nos dará a base para continuar levantando.

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